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Cirurgia Minimamente Invasiva

Cirurgia Videolaparoscópica e Cirurgia Robótica

Procedimento minimamente invasivo ou cirurgia minimamente invasiva é um tipo de intervenção cirúrgica com o mínimo dano possível à integridade física do paciente, ao contrário das formas tradicionais de cirurgia, com grandes incisões, que deixam órgãos internos e tecidos expostos, oferecendo grandes agressões. São técnicas cirúrgicas que limitam o tamanho das incisões necessárias, reduzindo assim o tempo de cicatrização, a dor associada e o risco de infecção, pois envolve incisões muito menores do que o procedimento de cirurgia tradicional, chamada "cirurgia aberta".

Porém, esse tipo de procedimento só é realizado quando realmente for considerado eficiente para tratar a doença. Afinal, de nada adianta o método deixar uma cicatriz pequena se o problema de saúde não for tratado da maneira correta. A cirurgia minimamente invasiva deve oferecer o mesmo resultado da cirurgia aberta com relação à resolução da doença ou alteração em tratamento.

Cada dia mais, as cirurgias minimamente invasivas estão sendo utilizadas para tratar doenças cirúrgicas do esôfago, estômago, fígado, pâncreas e intestinos. Diversos procedimentos pouco invasivos já foram desenvolvidos e aperfeiçoados, agregando novas tecnologias e materiais para trazer mais segurança e melhores resultados.

 

A cirurgia minimamente invasiva dentro do abdome é realizada através de pequenas incisões na pele do paciente por onde são posicionados trocartes para introdução do material de trabalho: câmera e pinças. Sua maior vantagem é possibilitar o acesso ao órgão pretendido por meio de uma microcâmera, sem a necessidade de abrir o abdome para enxergar lá dentro. 

A cirurgia minimamente invasiva clássica é chamada VIDEOLAPAROSCOPIA. A câmera e pinças introduzidos através dos trocartes são manipulados de maneira direta pela mão do cirurgião e seus assistentes, estando todos ao lado do paciente durante a cirurgia.

 

cirurgia laparoscopica mater dei daniel paulino
cirurgia laparoscopica mater dei daniel paulino

Imagens exemplificando procedimentos videolaparoscópicos onde a visão da cavidade abdominal se dá por uma câmera que é introduzida por trocartes juntos a outros materiais.

Nos últimos anos, uma nova ferramenta foi desenvolvida com intuito de aprimorar os recursos da cirurgia videolaparoscópica, a plataforma robótica. A partir disso, criou-se uma nova modalidade de cirurgia minimamente invasiva: a CIRURGIA ROBÓTICA,  a técnica mais moderna em procedimentos minimamente invasivos. Conduzida por cirurgiões extremamente qualificados, é realizada com a assistência de um robô e vem se consolidando como padrão de tratamento em muitas especialidades médicas cirúrgicas. O robô é composto por um torre e braços mecânicos que são acoplados aos trocartes e proporcionam controle eletrônico das pinças. Os movimentos das pinças são comandados pelo cirurgião em um console que fica afastado do paciente, dentro da sala de cirurgia, uma espécie de "joystick". Neste mesmo console, o cirurgião tem a visão  através de um binóculo que projeta as imagens de 2 microcâmeras, oferecendo uma visão 3D de altíssima qualidade. Com isso, o cirurgião consegue ver com muito mais detalhes as estruturas durante o procedimento, aumentando a precisão e segurança.

 

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cirurgia robótica mater dei daniel paulino

A primeira imagem mostra cirurgião sentado em um console de onde ele controla o robô ao seu lado. A segunda imagem mostra o detalhes dos controles tipo "joystick" que enviam os comandos de movimentos para as pinças que se encontram dentro do abdome.

Outra grande vantagem da plataforma robótica é a articulação das pinças. Enquanto as pinças da cirurgia laparoscópica tradicional são rígidas, na cirurgia robótica as pinças são articuladas e imitam os movimentos da mão humana, permitindo movimentos mais completos e a realização de cirurgias mais complexas em locais de acesso mais difícil no abdome. O robô também estabiliza os esquipamentos, filtrando tremores e movimentos involuntários do cirurgião.

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 A primeira imagem mostra os materiais mais utilzados em ciruirgias laparoscópicas. As pinças são longas e possuem a extremidade rígida, sem articulações. A outra imagem mostra o punho de onde o cirirgião controla diretamente a os movimentos da pinça com as mãos.

cirurgia robótica mater dei daniel paulino
cirurgia robótica mater dei daniel paulino

Detalhes da pinça robótica que possui várias articulações e permite movimentos tridimensionais que imitam ou vão além dos movimentos da mão humana, uma das maiores evoluções da cirurgia minimamente invasiva.

Quais seriam as principais vantagens da cirurgia robótica:

  • Maior precisão nas cirurgias em locais de difícil acesso, como nas regiões de pelve. Sem tremores.

  • Melhor ergonomia — O cirurgião fica sentado em posição confortável, o que ajuda nas cirurgias longas.

  • Mais intuitivo — O robô reproduz movimentos similares aos do cirurgião. Na laparoscopia convencional, o mecanismo de movimentação dos instrumentos cirúrgicos é inverso. O cirurgião movimenta os dedos para a esquerda e a pinça se move para a direita.

  • Visão tridimensional para os cirurgiões

O robô não faz nada sozinho. Qualquer movimento realizado por ele foi feito pelo cirurgião no console. No entanto, diante de ações imprevistas pelo cirurgião, a tecnologia robótica aciona um comando de segurança que trava provisoriamente a máquina, evitando danos ao paciente. Se o médico tirar o rosto da tela de controle, o robô também para automaticamente. Por serem mais complexa​s, as cirurgias robóticas seguem também um protocolo de checagem de todos os itens de segurança a cada uma hora de cirurgia, aproximadamente.

cirurgia robótica mater dei daniel paulino

Um exemplo de sala de cirurgia robótica durante a realização de procedimentos

Movimentos dos controles do console durante procedimento cirúrgico. No monitor,  a imagem de dentro da cavidade abdominal e no detalhe o robô acoplado ao paciente, reproduzindo os movimentos comandados do console.

Cirurgia Robótica e Câncer

As cirurgias oncológicas mais complexas para tratamento de neoplasias do abdome ganharam muito com a chegada da cirurgia robótica. Os  procedimentos passaram a ser realizados com mais segurança e precisão. Algumas cirurgias inclusive passaram a ser realizadas por via minimamente invasiva com a chegada da plataforma robótica. E esta modalidade de cirurgia já está comprovadamente comprovada como segura do ponto de vista oncológico, ou seja, não há comprometimento dos princípios oncológicos para aumentar as chances de cura. A impressão é que os procedimentos são melhor executados do ponto de vista técnico e com isso assegura-se uma cirurgia curativa. Por enquanto não há evidências que a cirurgia oncológica realizada com auxílio do robô seja superior à cirurgia aberta ou videolaparoscópica. As vantagens ainda estão apoiadas nos já conhecidos benefícios da cirurgia minimamente invasiva.

Formação do cirurgião robótico

Operar utilizando a plataforma que envolve a Cirurgia Robótica envolve diversas etapas e uma grande capacitação por parte do cirurgião. Além das etapas que envolvem a autorização por parte da empresa em permitir que se use a plataforma, a experiência com cirurgia minimamente invasiva, as etapas do procedimento, conhecimento em resolver quando situações não caminham bem fazem toda diferença para o sucesso do procedimento.

Antes do treinamento criterioso na plataforma robótica, o cirurgião deve ser experiente na realização de abertas e nas laparoscópicas. Costumo dizer que o robô não ensina a operar, mas sim potencializa bons resultados que o cirurgião experiente está habituado a ter.

A partir daí, tudo começa com muitas horas de simulação no Simulador, um equipamento que possui todos os instrumentos que existem no robô real. A ideia é que o profissional consiga reproduzir, nesse aparelho, todas as situações envolvidas em uma cirurgia como realização de pontos, dissecções de estruturas, cauterização de pontos de sangramento, entre outros.

O simulador traz consigo um sistema de avaliação com parâmetros que servirão para aprimoramento do cirurgião.

Após essa primeira fase, o cirurgião vai para algum centro de treinamento para tirar a sua certificação, sem a qual nenhum médico é permitido a realizar qualquer procedimento robótico.

E, mesmo de posse dessa certificação, ao voltar para a sua cidade de atuação, o profissional deve ainda realizar as primeiras cirurgias com a ajuda de um Proctor, que é um cirurgião mais experiente que estará ao seu lado para orientá-lo e passar mais segurança nesse início.

São recomendadas, no mínimo, 20 cirurgias com acompanhamento para que o médico seja considerado apto a operar sozinho, com segurança e eficácia.

Rede Mater Dei de Saúde

 

A Rede Mater Dei de Saúde possui a mais moderna plataforma robótica disponível no mercado, o robô Da Vinci Xi, inaugurado em agosto de 2017. Este é o sistema mais avançado disponível no estado de Minas Gerais. Encontra-se disponível na Unidade Contorno da rede. Ele permite uma mudança de alvo cirúrgico com facilidade e uso da indocianina verde, um contraste que permite a avaliação do funcionamento vascular, o que resulta em melhor execução do procedimento. Essa característica vem como avanço da versão anterior, o Si.

Robô da Vinci Xi, disponível da Rede Mater Dei de Saúde