Colecistite Aguda 

(pedra na vesícula)

A colecistite aguda consiste no quadro de infecção da vesícula biliar. Isto ocorre quando um cálculo da vesícula biliar se movimenta e obstrui o ducto cístico, seu canal de drenagem para o ducto hepático, provocando a retenção da bile na vesícula.

Isto desencadeia um processo inflamatório e infeccioso agudo devido a proliferação bacteriana no interior da vesícula. O quadro pode regredir através de tratamento medicamentoso com antibióticos por via oral ou mesmo intravenosa. Porém é muito freqüente a progressão do processo infeccioso que vai se comportar como um abscesso no interior da vesícula, podendo perfurar, ficando bloqueada sob o fígado ou mesmo romper para dentro do abdômen provocando peritonite aguda, uma infecção grave que se espalha para todo o abdome e pode se disseminar pela corrente sanguínea causando infecção sistêmica, a chamada septicemia.

   

Desta forma, o tratamento mais adequado é a remoção cirúrgica da vesícula biliar (colecistectomia) perante um quadro de colecistite aguda, para evitar a evolução para quadros mais graves, uma vez que o paciente tenha boas condições de saúde para ser submetido ao procedimento. O ideal é que a cirurgia seja realizada o mais brevemente possível.

 

A colecistectomia pode ser realizada por 2 modalidades diferentes: a técnica convencional (cirurgia aberta) ou a técnica videolaparoscópica (cirurgia minimamente invasiva) 

 

Colecistectomia Aberta: é a modalidade menos utilizada atualmente, mas ainda é indicada em alguns casos específicos. Entre eles os quadros de colecistite grave quando a cirurgia laparoscópica pode ser impossibilitada de ser realizada por questões técnicas, situação de exceção atualmente.

Figura 1: desenho esquemático da cirurgia aberta. Figura 2: colecistectomia aberta com exposição da vesícula biliar com colecistite aguda.

Colecistectomia Videolaparoscópica: é a modalidade de escolha atualmente. É segura, com mortalidade e índice de complicações muito baixas. Certamente muito menores que os problemas decorrentes das complicações das doenças vesiculares. Cabe um alerta, todavia, para a cirurgia videolaparoscópica. Eventualmente não é realizável por laparoscopia, impondo conversão para cirurgia convencional aberta. Converter uma laparoscopia para cirurgia aberta não é demérito mas prudência para prover solução segura para os problemas dos portadores de doença da vesícula biliar. Isso ocorre nas situações nas quais a cirurgia é mais difícil tecnicamente, por exemplo, pacientes operados com colecisitite aguda. 

O procedimento vídeo-laparoscópico, consiste na insuflação de dióxido de carbono (CO2) na cavidade abdominal (barriga) do paciente, permitindo que o cirurgião posicione uma câmera de vídeo pela cicatriz umbilical, e através dela observe o interior do abdome. Auxiliado por algumas pinças posicionadas através da parede abdominal (incisões de aproximadamente 1cm), o cirurgião realiza o procedimento de colecistectomia. A cirurgia consiste em identificar o ducto e o vaso sanguíneo que irrigam a vesícula biliar. Uma vez identificados, os mesmos são interrompidos com clipes (clipagem) e cortados com tesoura. A vesícula é retirada por uma das incisões e encaminhada para exame. 

Figura 1: vesícula biliar com aspecto normal à videolaparoscopia. Figura 2: vesícula biliar com colecisitite mostrando a intensa inflamação com áreas escurecidas de gangrena, em via de perfuração.


 

A colecistectomia videolaparoscópica oferece várias vantagens, assim como outros procedimentos realizados por vídeo quando comparados à cirurgia aberta. A tecnologia oferecida pelos aparelhos de laparscopia permite a realização de cirurgias com melhor detalhe de visão através da imagem de alta qualidade produzida pela câmera, recuperação mais rápida, menor dor pós-operatória, melhor resultado estético. Vale lembrar que ambos os métodos tratam a doença da mesma maneira, a diferença é o meio que o cirurgião realiza o procedimento. 

O procedimento de colecistectomia é considerado um procedimento seguro e amplamente realizado, entretanto não é isento de riscos, principalmente no casos de colecisitte aguda grave, dentre eles: 
- Complicações gerais de qualquer procedimento cirúrgico (sangramento, infecção, cicatrização imperfeita da incisão cirúrgica, hérnia no local da incisão cirúrgica, trombose); 
- Lesão das vias biliares; 
- Fístula (vazamento) de bile; 

Depois que a cirurgia ocorre, o paciente será transferido para uma unidade de tratamento pós-anestésica para que os sinais vitais dele ou dela possam ser monitorados de perto para detectar uma possível complicação decorrente da cirurgia ou da anestesia. Medicação para dor também pode ser administrada, caso necessário. Após os pacientes estarem completamente acordados, eles são deslocados para o quarto, para se recuperarem. Será oferecido para a maioria dos indivíduos dieta leve no mesmo dia ou no dia seguinte a cirurgia para então prosseguir até a dieta cotidiana quando os intestinos voltam a funcionar corretamente. É recomendado que os pacientes andem pequenas distâncias, várias vezes ao dia. Mover-se é obrigatório e a medicação para dor pode ser dada se necessário. Completa recuperação de colecistectomia videolaparoscópica ocorre após aproximadamente 4 ou 6 semanas, mas pode ser prolongado até 8 semanas em casos de colecistite complicada.. Atividades esportivas são liberadas após 1 mês do procedimento, variando de caso a caso, podendo ser ainda  mais precoce na cirurgia videolaparoscópica com boa evolução.Normalmente o perído de internação é cerca de 24 horas após o procedimento, período que pode ser aumentado em casos específicos. Pode-se esperar sentir um pouco de dor principalmente no local das incisões (cortes) cirúrgicos, dor no ombro e e náuseas e vômitos nas primeiras 12 horas. Sair da cama é permitido e estimulado, assim que o paciente se sentir apto. A recuperação é progressiva, geralmente o paciente sente-se melhor dia após dia. Normalmente o paciente recebe alta assim que aceitar bem uma dieta líquida. 

No período pós-operatório, já em seu domicílio, as seguintes orientações devem ser observadas: 
- O paciente deve evitar ficar somente deitado, procurando caminhar levemente. 
- Evitar alimentações muito gordurosas, preferir alimentações mais leves, permitindo uma recuperação do organismo. 
- Evitar esforços físicos de grande intensidade; 
- Manter seu curativo cirúrgico limpo e seco; 
- Tomar regularmente as medicações receitadas pelo seu médico; 
- Comparecer as consultas de reavaliação agendadas pelo médico.

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