Conceitos em Oncologia

É importante que o paciente e seus familiares entendam alguns conceitos fundamentais na oncologia pra permitir que acompanhem ativamente os passos do seu diagnóstico e tratamento. Estão relacionados abaixo alguns termos entre os mais importantes: 
 

Adenoma: Tumor geralmente benigno, resultante da proliferação dos próprios elementos de uma glândula, como células do tecido epitelial.

Agentes cancerígenos: os agentes cancerígenos podem ser divididos em três tipos:

  • Agente oncoiniciador - inicia o processo de oncogênese, provocando diretamente o dano genéti-

    co das células. Como exemplo de agente iniciador tem-se o benzo[a]pireno, um dos componen-

    tes da fumaça do cigarro.

  • Agente oncopromotor - atua sobre as células já iniciadas no processo da oncogênese, estimulan-

    do novas alterações em seu material genético.

  • Agente oncoacelerador - promove a progressão da carcinogênese, provocando a multiplicação

    descontrolada e irreversível das células alteradas. Atua no estágio final do processo.

 

Anticorpo Monoclonal: Um tipo de proteína produzida em laboratório que pode localizar e ligar-se às substâncias no corpo, incluindo as células tumorais. Existem muitos tipos de anticorpos monoclonais, cada um é produzido para encontrar uma determinada substância. Eles podem ser usados de forma isolada ou para transportar fármacos, toxinas ou materiais radioativos ao tumor.

 

Baixo Grau: Termo utilizado para descrever tumores cancerosos e pré-cancerosos que parecem quase normais sob um microscópio. Estas células têm menos probabilidade de crescer e se disseminar rapidamente do que as células de alto grau.

 

Benigno: Tumor que que pode crescer, mas não se dissemina para outras partes do corpo.

 

Biópsia: Retirada de células ou tecidos para análise por um patologista, que estuda a amostra sob um microscópio para diagnóstico.  

 

Biópsia Cirúrgica: Retirada de tecidos por um cirurgião para análise por um patologista.

Biópsia da Medula Óssea: Remoção de uma amostra de tecido a partir da medula óssea com uma agulha para análise sob um microscópio.

Biópsia de Fragmento com Agulha ou Core Biopsy: Consiste na retirada de fragmentos de tecido, com uma agulha de calibre grosso acoplada a uma pistola especial. O posicionamento da agulha de biópsia poderá ser guiado por mamografia digital estereotáxica ou ultrassom. 

Biópsia do Linfonodo Sentinela: É um procedimento que conserva a axila e que depende da interação da medicina nuclear, equipe cirúrgica e patologistas. Para identificar o linfonodo sentinela, é injetada uma substância radioativa (corante azul) através de localização por mamografia, ultrassom ou por apalpação. Posteriormente, será realizada uma cintilografia das mamas. A imagem, fornecida pelo radiofármaco, é levada ao cirurgião para a visualização do linfonodo comprometido. A cirurgia é realizada dentro de 24 horas após a injeção. A cirurgia será acompanhada também por médicos da Medicina Nuclear, que com o auxílio de um detector de radiação localizam o primeiro linfonodo comprometido. Após a retirada do linfonodo, o mesmo é levado à equipe de patologia para congelamento e análise.

 

Biópsia Excisional: Procedimento cirúrgico para retirada de tecido ou área suspeita para diagnóstico. A biopsia excisional retira por completo a lesão. O tecido removido é enviado para análise por um patologista. 

Biópsia Incisional: Procedimento cirúrgico em que uma área suspeita é retirada para diagnóstico. A lesão é retirada parcialmente. O tecido removido é enviado para análise por um patologista. 

 

BRCA1: Gene no cromossomo 17, que normalmente ajuda a suprimir o crescimento celular. Uma pessoa que herda uma alteração no gene BRCA1 tem um risco aumentado de desenvolver câncer de mama, ovário ou próstata.

BRCA2: Gene no cromossomo 13, que normalmente ajuda a suprimir o crescimento celular. Uma pessoa que herda uma alteração no gene BRCA2 tem um risco aumentado de desenvolver câncer de mama, ovário ou próstata.


Câncer: é o nome genérico para um grupo de mais de 200 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, e podem espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo. Apesar de existirem diversos tipos de câncer, todos começam com esse crescimento anormal e fora de controle das células. O câncer também possui outro nome chamado neoplasia maligna. (veja mais em O que é Câncer)
 

Câncer em Estágio Inicial. Termo usado para descrever o câncer que está no início de seu crescimento, e que provavelmente ainda não se disseminou para outros órgãos.

 

Câncer Invasivo. Câncer que se disseminou para além da camada de tecido em que se desenvolveu e está crescendo em torno dos tecidos saudáveis.

Câncer Localmente Avançado. Câncer que se disseminou para tecidos adjacentes ou linfonodos.

Câncer Metastático. Câncer que se disseminou para outros órgãos.

 

Carcinoma Adenoescamoso. Um tipo de câncer que contém dois tipos de células: escamosas e glandulares.

Carcinoma Basocelular. Tipo de câncer de pele, que se inicia nas células basais encontradas na base da epiderme.

Carcinoma de Células Claras. Um tipo raro de tumor do trato genital feminino, em que o interior das células tem um aspecto claro quando visto sob um microscópio. Também chamado adenocarcinoma de células claras.

 

Carcinoma In Situ. Grupo de células anormais que permanecem no tecido em que se formaram.  Estas células podem tornar-se câncer e se disseminarem pelos tecidos normais adjacentes.


Carcinoma de Células Escamosas. O carcinoma de células escamosas ou espinocelular tem origem na camada mais superficial da epiderme e responde a 20% do total de casos. Geralmente aparece no rosto, orelhas, lábios, pescoço e no dorso da mão. Pode também surgir de cicatrizes antigas ou feridas crônicas da pele em qualquer parte do corpo e até nos órgãos genitais. Carcinomas espinocelulares têm risco maior que o carcinoma basocelular de invadir o tecido gorduroso, atingir os linfonodos e outros órgãos.


Carcinoma: é o tipo de câncer mais comum, podendo surgir em praticamente todos os tecidos do nosso corpo. Chamamos de carcinoma o câncer que se origina de um tecido epitelial, ou seja, o tecido que recobre nossa pele e a maioria dos nossos órgãos (mucosa). O carcinoma surge quando uma célula epitelial qualquer sofre transformação maligna. Por exemplo, se a célula que sofreu mutação é uma célula epitelial do estômago, o câncer que surge dela é o carcinoma gástrico; se a origem do câncer for a célula do fígado, conhecida como hepatócito, o câncer se chamará hepatocarcinoma. Nem todo carcinoma tem sua origem facilmente reconhecida. Alguns deles sofrem uma mutação tão grande, que perdem totalmente as características da célula original. O patologista consegue reconhecer que o tumor veio de um epitélio, mas não de qual tipo de células. Este tipo de célula maligna recebe o nome de carcinoma indiferenciado ou carcinoma anaplásico. Um mesmo órgão pode ter mais de um tipo de carcinoma e mais de um tipo de câncer. Por exemplo, dos três cânceres mais comuns de pele, dois são carcinomas (carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular) e uma não é carcinoma (melanoma). 

 

Cuidados Paliativos. Cuidados para melhorar a qualidade de vida de pacientes que sofrem de uma doença grave ou com risco de morte. O objetivo dos cuidados paliativos é prevenir ou tratar o mais precocemente possível os sintomas de uma doença, os efeitos colaterais, problemas psicológicos, sociais e espirituais relacionados com a doença ou seu tratamento. Também chamado de cuidados de conforto, cuidados de suporte e gerenciamento de sintomas. O foco não está na cura da doença e sim na qualidade de vida do paciente.

Diagnóstico: consiste na investigação clínica para confirmar ou afastar a presença de câncer em um caso suspeito devido a presença de sinais e sintomas da doença. Nos casos de câncer, o diagnóstico normalmente é definido através de exame anatomo-patológico. Este exame consiste na análise de uma amostra por um patologista do tecido doente, ou seja, uma biópsia. 

Displasia: Eé o processo de crescimento celular no qual as células apresentam modificação de algumas de suas características. Nele há alteração da forma e tamanho das células, além da presença frequente de mitoses (divisões celulares). Há um crescimento desordenado do epitélio e geralmente ocorre em um epitélio meta- plásico. No entanto, nem todos os epitélios metaplásicos são também displásicos.

 

Estadiamento: significa avaliar a extensão ou estágio do câncer no momento do diagnóstico, definindo se é uma doença localizada ou já com metástases. O estadiamento, em conjunto com outros parâmetros clínicos e laboratoriais, determina o prognóstico (perspectivas futuras) do câncer e é fundamental para o planejamento do tratamento. Muitas vezes são necessários exames complementares, como tomografias, cintilografias, entre outros. 

Fatores de risco: chance de uma pessoa sadia, exposta a determinados fatores, ambientais ou hereditários, adquirir uma doença. Os fatores associados ao aumento do risco de se desenvolver uma doença são chamados fatores de risco.

 

Genes: os genes são componentes celulares que funcionam como arquivos, que guardam e fornecem ins- truções para a organização das estruturas, formas e atividades das células no organismo. Toda a informação genética encontra-se inscrita nos genes, em uma “memória química” – chamada de DNA. É por meio do DNA que os cromossomas passam as informações para o funcionamento da célula

 

Hiperplasia: é o aumento localizado e autolimitado do número de células de um órgão ou tecido. Essas células são normais na forma e possuem a mesma função das do tecido original. A hiperplasia pode ser fisiológica (normal) ou patológica.

  • Na forma fisiológica, os tecidos são estimulados à proliferação para atender às necessidades nor- mais do organismo. Um bom exemplo é observar o que ocorre com a glândula mamária durante a gestação.

  • Na forma patológica, geralmente um estímulo excessivo determina a proliferação, como na hiperplasia endometrial estimulada por excesso de estrogênios.

    Na hiperplasia, assim que cessam os estímulos, cessa também a proliferação celular.

 

História natural da doença: é o nome dado ao conjunto de processos interativos compreendendo “as inter-relações do agente, do suscetível e do meio ambiente, que afetam o processo global e seu desenvolvimento, desde as primeiras forças que criam o estímulo patológico no meio ambiente, ou qualquer outro lugar, passando pela resposta do homem ao estímulo, até as alterações que levam a um defeito, invalidez, recuperação ou morte” (LEA- VELL; CLARK, 1976). Compreende dois períodos sequenciados: pré-patogênico, em que o indivíduo é livre da doença, mas vive sob a influência do meio ambiente e seus fatores de risco; e patogênico, no qual o indivíduo é acometido pela doença.

 

IcteríciaUma condição na qual a pele e a parte branca dos olhos tornam-se amarelas, a urina escurece e a cor das fezes se torna mais clara do que o normal. A icterícia ocorre quando o fígado não está funcionando corretamente por alguma alteração ou doença ou quando um ducto biliar é bloqueado.

 

Malignidade. Tumor cancerígeno que pode invadir e destruir os tecidos próximos e se disseminar para outros órgãos.

Maligno. Câncer. Os tumores malignos podem invadir e destruir os tecidos próximos e se disseminar para outros órgãos.


Prognóstico: consiste na previsão de evolução do paciente com câncer com base no diagnóstico e no estadiamento da doença. De acordo com estudos, pode-se prever a probabilidade de resposta ao tratamento proposto, as chances de cura e a sobrevida do paciente dali pra frente. 

Marcador Tumoral. Substâncias utilizadas como indicadores de malignidade. Na maioria dos casos, são produtos normais do metabolismo celular que apresentam aumento de produção devido à transformação maligna. Um alto nível de um marcador tumoral pode significar a presença de certo tipo de câncer no corpo.

Margem. A margem ou borda do tecido removido na cirurgia do câncer. A margem é descrita como negativa quando o patologista não encontra células cancerígenas na borda do tecido, sugerindo que todo o tumor foi removido. A margem é descrita como positiva ou envolvida quando o patologista encontra células cancerígenas na borda do tecido, sugerindo que nem todo o tumor foi removido.

Metaplasia: é o processo de crescimento, de reparação celular, no qual as células são normais, mas diferentes daquelas do tecido original. Exemplos dessas alterações são vistos frequentemente em epitélios de reves- timento, como acontece com os fumantes, nos quais há substituição do epitélio pseudoestratificado ciliado que reveste os brônquios por um tecido diferente, o epitélio escamoso estratificado. A metaplasia também é reversível quando cessam os estímulos que a provocam.


Metástase: alguns tipos de tumores apresentam a característica de invadirem órgãos ou tecidos distantes do local onde se desenvolveu. Isso ocorre quando as células cancerosas têm a capacidade de se desprender do tumor original. À medida que um câncer vai progredindo, ocorre o seu crescimento em tamanho e em profundidade no órgão podendo alcançar vasos linfáticos e sanguíneos e essas células penetram nesses vasos e caem na circulação. Nos casos de invasão da circulação linfática, as células tumorais vão migrar até os linfonodos ou gânglios próximos ou distantes ao órgão, desenvolvendo as metástases linfáticas. Quando ocorre a invasão de vasos sanguíneos, as células do tumor migram até um outro órgão, sendo mais comum o fígado e o pulmão, desenvolvendo as chamadas metástases hematogênicas. A presença de uma metástase indica que o câncer se encontra em estágio avançado, porém isso não significa que não há possibilidade de tratamento ou mesmo de cura. Alguns tipos de tumores malignos metástaticos, por exemplo o câncer de cólon (intestino grosso) com metástase no fígado, pode ser curados através de cirurgia com a retirada do segmento de intestino acometido e do nódulo hepático seguido de quimioterapia. 

Mutação. Qualquer alteração no DNA de uma célula. As mutações podem ser causadas ​​por erros durante a divisão celular ou ​​por exposição a agentes nocivos ao DNA no meio ambiente. As mutações podem ser prejudiciais, benéficas ou simplesmente não produzirem qualquer efeito. Se elas ocorrem em células que produzem óvulos ou esperma, podem ser hereditárias; se ocorrem em outros tipos de células não são herdadas. Certas mutações podem levar ao câncer ou outras doenças.

Neoadjuvância. Tratamento dado antes da cirurgia. Exemplos de terapia neoadjuvante incluem quimioterapia, radioterapia e terapia hormonal.

Rastreamento (screening): de acordo com a OMS (2007), um programa de rastreamento populacional (também chamado de screening) deve:
Aplicar um teste efetivo para o rastreio da doença em questão em pelo menos 70% da população considerada de risco.

• Estar preparado não somente com materiais, insumos e equipamentos adequados, suficientes e funcionando em perfeito estado de uso, mas também contar com profissionais de saúde com formação adequada e em número suficiente para a realização dos exames necessários ao pro- cesso de rastreamento e confirmação diagnóstica.

• Prever que o local que fizer o rastreamento deve oferecer o tratamento adequado para os pa- cientes com câncer ou com lesões precursoras ou, então, garantir o encaminhamento correto para que o paciente seja tratado.

• Apresentar evidências concretas dos benefícios das ações do rastreamento na redução da mor- talidade.


Tratamento: geralmente, o tratamento está relacionado com o tipo de câncer e o estadiamento da doença. Também são considerados a idade do paciente e o estado geral do mesmo. O objetivo do tratamento é, habitualmente, curar o câncer, mas em algumas situações de doença incurável é possível controlar os sintomas e aumentar a sobrevida do paciente. A maior parte das estratégias de tratamento inclui métodos como a cirurgia, a quimioterapia, a radioterapia e a hormonioterapia. O ideal é que o paciente seja acompanhando por uma equipe multiprofissional com médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, entre outros. 

Recidiva: consiste no reaparecimento da doença neoplásica depois de um certo tempo após o tratamento curativo. É o retorno do câncer após ter sido tratado. O tratamento é reiniciado e, em alguns casos, pode-se conseguir a cura. 

 

Taxa de Sobrevida. Percentual de pessoas em um estudo ou grupo de tratamento que estão vivos após um determinado período de tempo após o diagnóstico ou tratamento. Essa taxa é muitas vezes medida cinco anos após o diagnóstico ou tratamento e denominada taxa de sobrevida em 5 anos.

Taxa de Sobrevida de Doenças Específicas. Porcentagem de pacientes em um estudo ou grupo de tratamento que não morre de uma doença específica em um determinado período de tempo. O período de tempo geralmente começa no momento do diagnóstico ou no início do tratamento e termina no momento da morte. Pacientes que morreram de outras causas não devido à doença em estudo não são consideradas nesta medição.

Taxa de Sobrevida Global. Percentual de pessoas em um estudo ou grupo de tratamento que estão vivos após um determinado período de tempo após o diagnóstico ou tratamento. Essa taxa é muitas vezes medida cinco anos após o diagnóstico ou tratamento e denominada taxa de sobrevida em 5 anos.

Taxa de Sobrevida Relativa. Uma forma de comparar a sobrevida de pacientes com uma doença específica com aqueles que não têm a doença. A percentagem de sobreviventes é geralmente determinada em momentos específicos, como 2 e 5 anos após o diagnóstico ou tratamento. A taxa de sobrevida mostra se a doença diminui o tempo de vida.

Terapia Adjuvante. Tratamento administrado após a cirurgia para aumentar as chances de cura, podendo incluir quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia ou terapia biológica.
 

Tumor: aumento ou crescimento anormal de um tecido. Pode ser originado por um processo inflamatório, por uma neoplasia benigna ou por uma neoplasia maligna (câncer), ou seja, a presença de um tumor não significa que seja um câncer. 

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