Cateter para Quimioterapia (Port)

O cateter utilizado para quimioterapia é também conhecido como cateter totalmente implantável ou port-a-cath. Existem vários modelos e marcas disponíveis no mercado. Consiste em um dispositivo composto por um cateter longo que fica posicionado dentro de uma veia de grande calibre ligado a um reservatório localizado abaixo da pele, onde será realizada a punção e infusão da medicação. Eles são feitos em diversos diâmetros e comprimentos e de diferentes tipos de materiais.

cateter quimioterapia port

reservatório

cateter

cateter quimioterapia port

Alguns modelos de catéteres totalmente implantáveis disponíveis

Trata-se de um cateter especial utilizado frequentemente por pacientes em tratamento de câncer através de quimioterapia. O seu uso é indicado quando uma pessoa precisa receber infusões regulares com drogas quimioterápicas. Esses medicamentos são tóxicos para as veias periféricas (veias dos braços e pernas) que acabam fibrosando, não podendo ser utilizadas em sessões posteriores. Dessa forma, o paciente vai perdendo suas veias e a cada dia de quimioterapia há grande sofrimento para punção de novos acessos venosos. O cateter totalmente implantado facilita esse trabalho sem que o paciente precise tomar várias agulhadas. Além disso, alguns tipos de drogas quimioterápicas geram dor quando infundidas nas veias periféricas.

cateter quimioterapia port

cateter

pele

agulha para punção

local da punção

reservatório

veia

Figura 1: desenho esquemático do posicionamento do cateter no tórax. Figura 2: desenho esquemático de uma punção do reservatório localizado no subcutâneo.

Quando seu médico oncologista indica a colocação de um cateter totalmente implantável, ele está visando segurança e qualidade para infusão de medicamentos durante seu tratamento. Essa indicação varia de acordo com as condições de acesso venoso do paciente e do protocolo de quimioterapia a ser implantado.

Cateter de paciente puncionado para infusão de quimioterapia

Vantagens da utilização do cateter:

• Durabilidade (até 2000 punções).
• Menor taxa de infecção.
• Evita punções frequentes.
• Conforto e mobilidade.
• Dispensa uso de curativos.
• Maior eficácia do tratamento, uma vez que não ocorrem episódios frequentes de flebites, trombose venosa e necrose por extravasamento da droga.

O procedimento é realizado sob anestesia local com sedação e não há necessidade do paciente permanecer internado no hospital, recebendo alta para casa poucas horas depois da instalação. 

Material utilizado para a punção e instalação do cateter

A técnica consiste na punção de uma veia profunda calibrosa na região do tórax (as mais utilizadas são a veia subclávia e a veia jugular interna) através de referências anatômicas conhecidas pelo cirurgião ou com um auxílio de ultra-som em casos mais difíceis ou de maior risco. em seguida é realizada a passagem de um fio guia e um dilatador pelo qual é introduzido o cateter. 

Figura 1: punção de veia central guiada por ultra-som. Figura 2: passagem de dilatador para introdução do cateter na veia profunda

Seu posicionamento é conferido através de exame de raio-X realizado durante o procedimento com um aparelho denominado intensificador de imagem ou radioscopia. Figura abaixo.

A etapa seguinte consiste na realização de uma pequena incisão ( de cerca de 3 cm) abaixo da clavícula onde é criado um espaço entre a pele e o músculo da região peitoral. O reservatório do cateter é introduzido neste espaço e fixado para que não corra o risco de girar. O cateter é testado na posição que será utilizado, a incisão é então fechada e o sistema do cateter heparinizado, cuidado que deve ser tomado ao fim de cada utilização ou a cada 30 dias caso o mesmo não esteja sendo utilizado para evitar a obstrução por coágulos. Terminado o procedimento, o paciente realiza uma radiografia do tórax para controle após a punção no sentido de afastar complicações durante o procedimento e registrar o posicionamento do cateter.

Figura 1: radiografia de tórax mostrando cateter posicionado em hemitórax esquerdo. Figura 2: aspecto final de paciente com cateter totalmente impalntável em hemitórax direito.

Complicações
 

  • Infecção.

  • Obstrução por formação de coágulos.

  • Migração ou deslocamento do cateter.

Dúvidas mais Frequentes

É necessário uso de curativos para proteger meu cateter?
Apenas após o procedimento de colocação, durante a infusão e até cicatrização do corte, normalmente de 7 a 10 dias (data provável da retirada de pontos, se houver). Seu médico ou enfermeira poderão orientá-lo.
 
Devo evitar atividades físicas?
Depende da atividade. Orientamos que sejam evitadas aquelas que possam causar traumas como futebol, boxe, judô e tênis.
 
Devo evitar alguma posição para dormir?
Não, porém alguns pacientes referem incômodos quando estão em decúbito ventral (barriga para baixo).
 
Devo evitar certos tipos de roupas?
No dia a dia não há necessidade. Porém no dia da punção do seu cateter, é recomendável o uso de camisas ou camisetas de gola aberta.
 
Quanto tempo ficarei com o cateter?  
A permanência do cateter será durante o tratamento. Alguns médicos optam por deixar o cateter por um tempo mais prolongado. Converse com ele a respeito. 
 
É necessário algum cuidado após o término do tratamento quimioterápico?
Sim, enquanto seu médico não liberar a retirada do cateter, deve ser realizada manutenção mensal, que é a lavagem do cateter com solução de heparina. 
 
Meu cateter será detectado por algum sistema de segurança?
O port é fabricado em plástico ou metal, geralmente não detectado pela maioria dos sistemas de segurança ou alarmes. Apresente um cartão de identificação que poderá ser fornecido por seu médico, caso isso aconteça.
 
Qual a duração do cateter totalmente implantado?
De 1000 a 2000 punções, dependendo do calibre das agulhas.
 
Como é a retirada do cateter?
Após liberação do seu médico, você passará por procedimento cirúrgico semelhante ao da implantação.

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